Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005

OS RAPAZES DA BRAAMCAMP

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A irmã do Pedro

Mas que porra, já está na hora. São precisamente seis-e-quarenta e acabei de acordar, ao som do filho-da-puta deste despertador barulhento. Isto é um ritual diário, é certo... pois nem havia necessidade de ser tão madrugador.  No entanto, eu faço questão que assim o seja.

Apesar de não ser preciso acordar tão cedo para ir para o liceu, eu tenho mesmo que acordar a esta hora. Faço-o até com todo o gosto, pois só assim consigo estar a horas no corredor. O mesmo que dá para a porta da casa-de-banho, de frente para o quarto dela. Porque é pelo corredor que ela vai passar, e a mim basta-me esticar o pescoço para a conseguir espreitar.

Há quase dois meses que entrei nesta rotina: de esperar que a minha irmã termine o seu banho, e atravesse o corredor para o quarto dela, quando sai da casa-de-banho. E ela nunca falha neste compromisso que temos, apesar de não saber que assim nos comprometemos.

E eu muito menos... pois nunca perco esse momento. Todos os dias a esta hora, ela sai da casa-de-banho toda nua, a caminho do seu quarto. À espreita por entre a porta entreaberta do meu quarto, eu estou sempre lá para a ver: a caminhar descalça pela passadeira estendida no corredor, em direcção ao seu quarto. Não perco este momento por nada neste mundo. Ela é a única mulher que alguma vez vi nua, ou pelo menos que me lembre... de ver uma assim tão perto.

Temos apenas três anos de diferença, ela fez o mês passado dezanove anos. A minha irmã é muito bonita, nada que eu possa comparar com as miúdas que conheço. Talvez porque ela já não é nenhuma miúda, pois sem dúvida já tem corpo de mulher. E eu gosto de mulheres, disso tenho a certeza... mesmo toda a certeza.

Também gosto da minha irmã, mas gosto ainda mais do corpo dela. Todos os dias reparo em mais um pormenor, para juntar aos meus pensamentos quando penso no seu corpo. Porque eu só penso no corpo dela, e não no facto de ser minha irmã. Nem mesmo quando me masturbo por ela, penso que me venho com a minha irmã. Eu celebro essa punheta pelo seu corpo, e não pela minha afinidade para com ela.

A minha irmã tem um corpo de mulher, e eu todos os dias acordo cedo para o ver. Não o faço sem querer, mas sim porque quero. E todos os dias, eu quero ver o corpo de uma mulher. Este é o único que conheço, por isso não se pode considerar incesto.

A tarde do Fred

Já estou acordado há meia-hora, e desde as sete-e-meia que não paro de pensar na Ana Paula. Penso que hoje é que vai ser, ou pelo menos gostava imenso que fosse hoje. Era tão bom que ela quisesse e não fizesse outra vez aquela fita, como da última vez. Eu até já combinei com o Renato, para ele e a Rita, irem para o terraço. Assim, se aparecer alguém, o Renato bate à porta do quarto.

Acho que estou nervoso demais com isto tudo... só espero que tudo corra bem. Vou ser mesmo muito meiguinho para ela, para que se sinta à vontade. Se ela começar com aquele stress, sempre que a começo a apalpar... estou fodido. É sempre uma chatice para lhe pôr as mãos nas mamas.

Encolhe-se toda e segura-me nos pulsos, baixando a cabeça... como se eu estivesse a fazer alguma coisa de mal! Essa cena não percebo... se ela me deixa apalpar as mamas, porque é que depois não me deixa continuar?

Mas hoje tenho que ter muita calma e dar-lhe muitos beijinhos, porque ela gosta. Eu também, mas acho que já está na altura de termos sexo... ou pelo menos de nos despirmos. Se bem que eu posso tentar apenas, que ela me toque na picha. Mas acho que para isso, eu tenho que lhe mexer primeiro na cona. Mas ela não deve deixar... e também não estou a ver, ela pôr-me a mão nos colhões, assim do nada.

Acho que é melhor ir na descontracção, porque já estou a ver que não vai dar em nada. É como diz o Renato: é melhor eu esquecer o sexo, enquanto ela não me deixar apalpar à vontade. Pensado bem... tomara eu conseguir pôr-lhe a mão por dentro do soutien, quanto mais conseguir que ela o tire.

Mas vou pelo menos, tentar que ela sinta a minha pila. Tenho a certeza que ela já reparou na minha tusa, quando se senta no meu colo.

Vou fazer tudo devagarinho, sem a pressionar muito. Mesmo que eu não lhe toque, nem ela a mim, quero que ela perceba que eu gosto dela a sério. Acho que é a única maneira, de algum dia a foder. Para falar a verdade, também acho que já perdi a vontade de estar hoje com ela. Pois estou a ver que não vou conseguir ser meigo, nem vou ter paciência para aquelas cenas dela. Que merda!

O Garcia da Rosa Araújo

Já estou aqui desde as oito-horas e estes gajos não há meio de aparecerem. Seria bem melhor termos combinado na Rua Castilho, do que ter que voltar para trás, até aqui à Braamcamp. Estou mesmo a ver que vamos chegar atrasados ao Camões... mas também lhes digo que a partir de amanhã, passamos a encontrarmo-nos no liceu.

Nem o Pedro aparece... porque senão cagava no Fred. O gajo é sempre a mesma merda, chega sempre atrasado. Tenho que começar a vir, é com a malta da Almirante Reis... esperava ali por eles na paragem do vinte-e-oito e íamos todos juntos para o liceu. Ou então, começo a ir sozinho, estou-me bem a cagar!

Olha a Teresa do décimo C... muito gira aquela miúda. Anda sempre com aquela amiga do blusão de penas… a Mafalda, por quem o Nuno está apaixonado. Mas eu gosto mais desta Teresa, tem um grande cagueiro.

É mesmo gira esta gaja, e sempre que passa por mim, sorri-me.

Está com quem? Parece a Ana Paula da tabacaria, mas daqui não consigo ver. Era bom que fosse mesmo a Ana Paula, porque assim não dava bandeira. Que se foda, já vão lá ao fundo e não tenho a certeza que é ela. Vou tentar saber onde mora a Teresa... ela vem da Alexandre Herculano, mas pode ser que tenha vindo de autocarro, e tenha saído ali no Rato.

Até que enfim, lá vêm aqueles bois. Foda-se, já vamos ter que arrepiar caminho... sempre a mesma merda! O que é aquilo... o Fred todo engomadinho? Não acredito no que estou a ver... vais levar comigo!

O teste do Nuno

Não estudei nada para Tecnologias, e se sair aquela trampa da difusão, estou outra vez fodido. Talvez a Rita tenha feito cábulas, e mas empreste no intervalo. Ainda por cima, o meu pai anda a fazer-me marcação cerrada, e se tiver nega... bem posso esquecer o fim-de-semana na Lourinhã. Agora marra comigo por tudo e por nada, o cabrão do velho... desde que me apanhou o tabaco no contador da água.

Até a minha mãe me anda a foder o juízo, por causa daquela cena do cheiro na roupa. Se não tivéssemos fumado o raio do charro, fechados na garagem da Mafalda... não teria ficado com o blusão a cheirar a haxe. Se tiver nega no teste... nem Lourinhã, nem puta-que-o-pariu!

Ando mesmo apanhado pela Mafalda, grande foda que lhe dava lá na garagem. Estava só a ver, quando é que ela caía para o lado, para poder comê-la toda.

Mesmo assim, ainda lhe consegui apalpar as mamas e o cú.

É boa todos os dias... e não vai ser difícil saltar-lhe para cima. Aposto que está desertinha para levar com ele, e se formos outra vez para a garagem... então é certinho. Grandes mamas que ela tem... não vejo a hora de lhe chupar os bicos.

No intervalo vou ter com a gaja... espera, não posso! Tenho que falar com a Rita por causa das cábulas, sem falta. Porra já são quase oito-e-meia e a malta não aparece. Nem o Fred, nem o Pedro... e também não vi passar o Garcia, nem sei se vem com eles. Está aqui, e está a dar o segundo toque e ninguém aparece.

Vou andando, que se foda!

Um abraço...

SHAKERMAKER

 

Este texto é baseado em conversas reais, bem como os intervenientes as proferiram. Estes diálogos tiveram lugar nos meus tempos de estudante no liceu Camões, e também em algumas tardes bem passadas, precisamente na Rua Braamcamp.

Escrito originalmente em 18 de Fevereiro, 2005.

Este capítulo faz parte de um suposto romance que teimo em escrever, entitulado:     " Eu perverso, me confesso. "

honky tonk women por shakermaker às 00:00
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