Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

ASSIM DO NADA

 

Quando a minha mente pressente que tudo poderia ser diferente mesmo sendo indulgente, o coração atenua e diz-me que a culpa é tua numa verdade nua e crua. E de repente, o presente e o que tenho pela frente nem sempre é suficiente pois a culpa emergente afasta-me de toda a gente como se fosse um repelente. Então, que faço, para me libertar do embaraço em sentir o teu abraço quando sentes o inchaço que me provoca o teu regaço? Talvez audaz, embora não saiba como se faz para ter que voltar atrás e saber se sou capaz. Mas de agora em diante, vou viver o instante pois é mais importante julgá-lo doravante quando estou perante dum amor tão distante. E penso eu, se provou e comeu do que tenho e foi seu, agora quero de volta o que é meu. Porém, quero testar se tem pernas para andar, mais vai ter que voltar a fazer-me acreditar que voltou para ficar. Para que não volte a acontecer o que temo em perder e desejo tanto ter pois não consigo esquecer. Sem enganar, ou comigo gozar com conversas de embalar para me ludibriar e tornar a ocultar o que se está a passar. Não quero, nem por mero acaso desespero ou sequer te tolero que mo tornes a fazer quando menos o espero. Preciso de um caminho, bem mais que o teu carinho ou talvez de um trilho para percorrer sozinho. Assim do nada, de forma falada numa conversa rimada.

 

Quando desço ao fundo sempre que te obedeço, contudo não esqueço tudo aquilo que mereço e mais forte pareço quando emirjo e te venço pois não te pertenço. E em cada momento denso, eu fico tenso num vazio quase imenso e chego a perder o senso quando penso porque sou tão propenso a viver sempre intenso. Então torno-me tenaz quando sou perspicaz e ataco por trás com requinte mordaz para que me deixes em paz. Agora sei onde estou e para onde vou, e apenas ficou o que de mim restou mas em nada mudou aquilo que sou. E porque será que já não há quem se importe com quem vá? Talvez por saber que do lado de cá não está mais quem lá esteve pois já sabe que não dá. Não custa perceber se me faço entender e nem quero saber quando sentes vontade e resolves aparecer para me foder. Mas estás enganada se te julgas poupada ou pensas que deitada por mim és desejada como se não fosses culpada. Não é disso que preciso nem tão pouco improviso, e nem sinto desejo quando despida te vejo. Para quê insistir e te possuir se nem sequer me fazes vir? Eu acho um desperdício tamanho sacrifico e devias desistir pois jamais vais conseguir. Que te sirva de lição pela tua traição, e para que sinta por ti alguma compaixão, vais ter de abrir mão da tua tesão. Assim do nada, vais ser castigada se quiseres ser perdoada.

Um abraço...

SHAKERMAKER

Encomendado por um leitor dedicado do HTW que prefere não ser identificado. Meu Caro, tem toda a razão, a separação foi a melhor solução.

honky tonk women por shakermaker às 00:00
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